Gota D'água

Trabalhadores (as) terceirizados (as) da Embasa no Extremo-Sul ameaçam paralisação por falta de pagamento de salários

11/01/2024

Trabalhadores (as) terceirizados (as) da Embasa no Extremo-Sul ameaçam paralisação por falta de pagamento de salários

Em decorrência de uma prática absurda que infelizmente já não é nenhuma novidade e vem sendo repetida ano após ano entre algumas prestadoras de serviços da Embasa, funcionários (as) terceirizados (as) contratados (as) de uma empreiteira que atua no extremo-sul do estado, nos municípios de Alcobaça, Belmonte, Eunápolis, Guaratinga, Itabela, Itagimirim, Itamaraju, Itapebi, Jucuruçu, Prado, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, e na região de Jequié, de acordo com informações, estariam sofrendo desde o final do ano passado com atraso de salários.

Diante dessa situação, esses (essas) trabalhadores (as) estão ameaçando fazer uma grande paralisação nas próximas horas, o que pode comprometer ainda mais a imagem da Embasa na região, principalmente por se tratar de uma área turística em plena “alta temporada”.

Segundo relatos, além de estarem com salários atrasados, muitos (muitas) trabalhadores (as) que tiveram os seus contratos rescindidos pela empreiteira recentemente estão percorrendo um verdadeiro calvário sem receber as suas verbas rescisórias.  Esses (essas) trabalhadores (as) terceirizados (as) são parte importante da força de trabalho da Embasa, mas são altamente desvalorizados e ainda convivem com recorrentes desrespeitos aos seus direitos mais básicos.

A Embasa sempre tem alegado que não atrasa os repasses de pagamentos às empreiteiras, mas o fato é que dezenas de reclamações chegam ao conhecimento do Sindae todos os anos, seja por atrasado de pagamento de salários e vale alimentação, dentre outros direitos, ou por não depositar o FGTS e INSS dos (das) empregados (as).

O Sindae sempre defendeu o concurso público, por entender que a terceirização da mão de obra, como mecanismo de gestão, visa maximizar a exploração da força de trabalho e a precarização das condições laborais. São esses (essas) mesmos (mesmas) trabalhadores (as) os (as) que mais sofrem acidentes de trabalho ou são acometidos (as) de doenças ocupacionais. Uma triste realidade do mercado de trabalho, cuja visão é, cada vez mais, aumentar o lucro empresarial, mesmo que custe a vida de pessoas.

O Sindae se solidariza com a luta desses (dessas) companheiros (as)!

Em tempo, o Sindae acabou de ser informado de que a empreiteira efetuou o pagamento dos (das) trabalhadores (as) da região do extremo-sul, quanto ao pagamento das rescisões não há nenhuma notícia.